“Nós somos o The Killers e nessa noite molhada somos vossos”. Foi assim, com um português embromado, que o Brandon Flowers, vocalista da banda The Killers começou o show ontem, aqui em São Paulo.
Foi tudo lindo demais: no início deu até arrepio. Deu vontade de chorar com a chuva de papel, deu vontade de pular sem parar, deu vontade de mandar 2009 embora e deu muita, muita vontade de cantar até perder a voz e lavar a alma debaixo de tanta chuva. Aqui tem um pedacinho do show, ó: http://www.twitvid.com/74CDB
Palestra do Tom Wolfe, Martina em São Paulo, Bastardos e Inglórios e show do The Killers: tá bom demais pra mesma semana ;D
22 Nov
Are we human? Or are we dancer?
15 Nov
O retorno da síndica
As pessoas que são loucas por cachorro enxergam o Bruno e abrem um sorriso. As normais seguem a vida porque um cachorro não altera nada. As outras viram síndicas.
Sexta-feira-treze fiquei sabendo que não posso mais usar o elevador com o cachorro. Nossa senhora da bicicletinha: dai-me equilíbrio!
12 Nov
Preguicinha
Conversando com um amigo hoje sobre a cor das minhas unhas, falei que o nome do esmalte é Preguicinha. Quando ele viu a cor, disse: “Com esse nome pensei que fosse uma cor mais calminha, não vermelho…” Expliquei que não é vermelho, é rosa. E li que o rosa é o vermelho devagarinho… Ao que ele completou: “Aham, tá. Pra mim esse teu rosa é um vermelho bem ligeirinho”
11 Nov
Balanço do apagão
Balanço do apagão: horas conversando com o Bruno, alguns minutos conversando com a minha mãe pelo telefone (“não, mãe, eu não tô com medo, tá tudo bem), um banho frio, um ataque de hiportemia e leitura da piauí à luz de velas.
6 Nov
Sai, rotina, sai
Tem dias que a rotina torra a paciência. Quando vejo que a minha vida começa a ficar igual demais, sem novidades, penso na frase da propaganda da companhia aérea Emirates: Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez? Não entendo lhufas de publicidade, mas adoro esse conceito.
Enfim, penso na tal frase e tento fazer alguma coisa diferente. Na maioria das vezes não é uma mudança drástica, afinal ninguém aguenta mudar freneticamente. São coisinhas bem pequenas, o que importa é mudar, fazer diferente. Dia desses saí com o Bruno pra uma caminhada sem nada demais e decidi ir até a doceria Brigadeiro. No caminho descobri que o sol batendo no Instituto Tomie Ohtake deixa os canteiros da Faria Lima cheios de manchas cor de rosa.

Instituto Tomie Ohtake / Foto: Manuela Macagnan
Tá, eu sei que não é nada demais, sei que a maioria das pessoas não daria bola pra isso, mas é o tipo de coisa que a gente só percebe quando enxerga São Paulo de um jeito diferente, sem a correria do dia a dia imposta pela tal rotina.
5 Nov
Conversas com o Mau Mau
Já reparou como existem pessoas que fazem a gente se sentir melhor e até ser melhor? Nem estou falando de namorado (a), marido, esposa. Falo de outras pessoas, qualquer pessoa: vale amigo, irmão, amiga, pai, mãe, colega. E também não importa a distância… pode ser alguém que está pertinho ou alguém que está longe.
Tenho um amigo assim, o Mauricio. A gente não tem quase nada em comum, além da paixão pelo jornalismo, a vontade de escrever mais e melhor e uma baita admiração pelo Gay Talese. Ele mora a mais de mil quilômetros daqui, mas a gente se fala quase todo dia. E é uma conversa que inspira, sabe? Que faz crescer, que dá vontade de fazer planos, que olha pros outros, pras coisas ao redor. Enfim, é muito bom.
Ontem à noite ele perguntou se eu escrevo poemas e respondi que não levo jeito pra poesia. “Tu já escreveu alguma?”, ele insistiu. E respondi que não. “Então como tu sabe que não leva jeito? A gente tem mania de se sabotar, né?”
É…
28 Out
Coisa boa chegando
Bruno de banho tomado com gravata de dia das Bruxas e meu irmão chegando pra me visitar junto com a quinta-feira. Vida ficando boa.

Bruno e a gravata de dia das Bruxas
25 Out
Tudo errado
Ontem tirei o dia para fazer três coisas e nenhuma deu certo. Tenho a impressão que alguma coisa muito boa vai acontecer.
15 Out
Quando a música diverte
Era uma sala que de engraçada não tinha nada. Um monte de cabos, caixas de som, partes de uma bateria, uma mesa cheia de botões. Tudo isso em um espaço acusticamente lacrado e exageradamente gelado graças ao ar condicionado. Confesso que não esperava um programa super divertido quando fui convidada a assistir um ensaio da banda Insomma, em um estúdio na Teodoro, mas adorei a experiência.
Tá, as músicas são legais, o astral é ótimo, dei muita risada, escutei um horror de bobagem, mas o mais legal de tudo foi ver o quanto aqueles guris curtem a música. A impressão é que eles estavam em um parque de diversões, mexendo em tudo, instalando os instrumentos, cuidando de cada detalhe, conectando aquela infinidade de cabos e fios e não sei o que mais. Depois de quase tudo pronto, enquanto um que outro arrumava algum detalhe, os outros pareciam crianças em noite gorda de Natal. Trocaram de instrumentos, cantaram músicas fora do repertório, mediam a capacidade de berrar sem desafinar e se empurravam: “ô, deixa eu tocar bateria um pouco, tu já tocou, tu tava aí até agora”, “empresta aqui essa guitarra que eu vou te mostrar uma coisa” e assim foram por duas horas. No final todos tinham o mesmo sorriso na cara e partimos para o supermercado 24 horas trocando impressões em uma conversa que invadiu a madrugada.
13 Out
Seu Chico
Sexta-feira conheci a banda Seu Chico, em show no Studio SP. Gostei tanto, tanto, tanto que resolvi contar aqui. Os meninos são de Pernambuco e o repertório é composto por músicas do Chico Buarque. Antes de começar o show o vocalista disse: “Nós temos a mania de nos divertir no palco!” Adorei. Daí pra frente teve uma hora e meia de música deliciosa.
Aqui tem uma amostrinha da banda Seu Chico tocando “Jorge Maravilha”:
Na próxima sexta, dia 16 de outubro, tem Seu Chico de novo no Studio SP.
Vai lá: Rua Augusta, 591